Autor: Beatriz

  • Sobre experiências produtivas/improdutivas de determinação/indeterminação e transgeneridade

    Sobre experiências produtivas/improdutivas de determinação/indeterminação e transgeneridade

    Por Beatriz Pagliarini Bagagli. Alguns dos conceitos que me parecem serem extremamente produtivos para pensarmos questões trans e de subjetividade: experiências produtivas/improdutivas de determinação/indeterminação. Vejo Christian Dunker mobilizando esses conceitos, mas gostaria de aplica-los para questões especificamente trans. Pessoas trans são estigmatizadas, ou melhor, “acusadas”, de habitarem SEMPRE experiências improdutivas (ou serem frutos dessas experiências)…

  • A Vida Alheia Não é Brinquedo

    A Vida Alheia Não é Brinquedo

    Por Marina Porto. Recentemente tomei conhecimento de que toma força um movimento, desses que se elege o “protetor da infância”, semelhante a estes que acusam obras artísticas de pedofilia, e que levanta bandeira contra a possibilidade de se retardar a puberdade de jovens potencialmente transgênero no âmbito de seu acompanhamento médico. Seus protestos orbitam em…

  • Sobre ser uma mulher trans em uma sociedade cisnormativa

    Sobre ser uma mulher trans em uma sociedade cisnormativa

    Por Hísis Rangel. Imagem concedida pela autora. Sobre ser uma mulher trans em uma sociedade cisnormativa: Bem, não sei como começar, mas acho que todos ja tem noção, a primeira barreira é dentro de casa, é vc ser rejeitada pelo seu pai que honra pela sua masculinidade e todo dia faz coisa pra me denegrir,…

  • A revista VEJA e sua representação de pessoas trans

    A revista VEJA e sua representação de pessoas trans

    Textos de Lana de Holanda e Jaqueline Gomes de Jesus, respectivamente. *** Li a reportagem da revista Veja, que trás em sua capa o título “Meu Filho é Trans”. Depois de anos sem ler a revista, por total divergência política, me senti tentada em ler a reportagem. Achei incrível, confesso, a maior revista do país…

  • Viver enquanto trans: “não exista”

    Viver enquanto trans: “não exista”

    Autoria anônima. Num grupo trans uma moça cis postou um tópico perguntando que parte de ser mulher as mulheres trans mais gostam. Uma pergunta que grita “clueless cis person” e é bem tosquinha, mas fiquei pensando aqui e acho que o que mais me agrada em ser mulher e reconhecida como mulher é ter relações…

  • Dois pesos e duas medidas: corpos cis vs trans

    Dois pesos e duas medidas: corpos cis vs trans

    Por Samie Carvalho. Sobre essa autorização do juiz pra “cura gay” deixa eu relembrar vcs de uma coisa que parece que pouca gente sabe: TODAS as pessoas trans AINDA são consideradas “doentes” e obrigadas a fazem acompanhamento psicológico compulsório por no mínimo 2 anos para que uma junta de psicólogos “comprovem” que ela é “trans…

  • A mulher “natural” e a transexual: bucolismo de gênero

    A mulher “natural” e a transexual: bucolismo de gênero

    Por Helena Vieira. A mulher “natural” e a transexual: bucolismo de gênero. Parte da dificuldade do “senso comum” em reconhecer a legitimidade do gênero das pessoas trans está relacionado, entre outras coisas à equiparação das noções de natural e verdadeiro e à hierarquia entre natural e artificial. É muito comum ouvir “Não importa quantas cirurgias…

  • Silvia Federici: Transexuais, bruxas e Xica Manicongo ou Divisão Sexual do Trabalho, Acumulação Primitiva e transexuais

    Silvia Federici: Transexuais, bruxas e Xica Manicongo ou Divisão Sexual do Trabalho, Acumulação Primitiva e transexuais

    Por Helena Vieira. Silvia Federici: Transexuais, bruxas e Xica Manicongo ou Divisão Sexual do Trabalho, Acumulação Primitiva e transexuais. Em “Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva”, a partir da análise do lugar da mulher e da perseguição às bruxas na transição do feudalismo para o capitalismo, Silvia Federici chama a atenção para…

  • Sagrada sou Eu: Sou trans, tenho Dignidade e exijo respeito

    Sagrada sou Eu: Sou trans, tenho Dignidade e exijo respeito

    Por Marina Porto. . É com muito esforço, quase sobre humano, que evitarei exprimir o quanto me sinto ultrajada, abstendo-me da sanha por retorsão, e buscarei neste texto apenas delinear, dentro dos limites da Ordem Jurídica, traduções plausíveis para a ultrajante decisão do juiz Luiz Antonio de Campos Júnior que, imbuído da própria repugnação “cristã”…