Autor: Beatriz

  • A busca por “sofrer menos” invalida uma identidade transfeminina? Discutindo a partir de questões raciais

    A busca por “sofrer menos” invalida uma identidade transfeminina? Discutindo a partir de questões raciais

    Discussão entre Laura Venancio de Souza, Beatriz Pagliarini Bagagli, Leona Wolf e Jéssica Milaré a partir da publicação original de Laura Venancio de Souza em seu perfil pessoal. L.V.S.: Na verdade, essa discussão é bastante interessante. O argumento deles não é necessariamente falso, o problema é o inatismo por trás da motivação em apontar isso, que…

  • Sobre a Resolução nº 2.265 do Conselho Federal de Medicina

    Sobre a Resolução nº 2.265 do Conselho Federal de Medicina

    Por Beatriz Pagliarini Bagagli. É preciso falar sobre a Resolução nº 2.265, de 20 de setembro de 2019, que revoga a Resolução anterior do CFM nº 1.955/2010. Isso significa observar as diferenças, muitas delas gritantes, nos discursos das duas. Observar a mudança histórica de sentidos ao longo de uma década sobre as transgeneridades na medicina brasileira…

  • A transfobia em South Park e piada com religião

    A transfobia em South Park e piada com religião

    Por Francine Broz Tito. Ainda sobre o “Porta dos Fundos e a piada com religião ” Vou contar um fato curioso : No ano passado (2019) , o desenho South Park fez um episódio de “humor” extremamente transfóbico e hostil com pessoas transexuais. O nome do episódio é “Board Girls” que é sobre um cara…

  • Dialeto da revolta

    Dialeto da revolta

    Por Inaê Diana Ashokasundari Shravya. Antes da papagaiada que se tornou o pajubá nas mãos de determinados teóricos – que evidentemente não fazem uso dele, senão como forma de se tornarem descolados -, ele possuía uma história. Uma história de resistência, de luta, de conflito. Há muito tempo, onde não alcança a mentalidade neoliberal, em decorrência…

  • Transfeminismo e abolicionismo de gênero: imperativo de luta

    Transfeminismo e abolicionismo de gênero: imperativo de luta

    Por Inaê Diana Ashokasundari Shravya. Ser abolicionista de gênero e ser uma pessoa trans não são coisas inerentemente excludentes e tampouco opostas. Abolir o gênero não é afirmar o sexo (genital sexuado), pois o sexo é efeito do gênero, e não sua causação, sua precedência. É o gênero instituído sobre o corpo que vai fazer com…

  • O feminismo burguês e a socialização que nunca falha

    O feminismo burguês e a socialização que nunca falha

    Por Inaê Diana Ashokasundari Shravya. A socialização nunca falha? Se considerarmos a socialização como a integração do divíduo num determinado regime de organização social, sim. Afinal de contas, só nos tornamos humanos em sociedade. Ocorre que autodesignadas “feministas radicais” – que de radicais não possuem rigorosamente nadica de nada -, as quais designaremos de “feministas burguesas”…

  • TRANSFEMINISMO E BAKUNINISMO/SOCIALISMO LIBERTÁRIO: UMA NOTA SOBRE SUICÍDIO, NECROSSEXISMO E IMAGINÁRIO SOCIAL CONSERVADOR

    TRANSFEMINISMO E BAKUNINISMO/SOCIALISMO LIBERTÁRIO: UMA NOTA SOBRE SUICÍDIO, NECROSSEXISMO E IMAGINÁRIO SOCIAL CONSERVADOR

    Por Inaê Diana Ashokasundari Shravya. Dizer que uma doença como a depressão é socialmente construída, não significa dizer que basta crer que ela não existe, ou que não se deva tomar medicamentos para amenizar seus efeitos. É falacioso partir da premissa de que se é socialmente construído, logo se pode abrir mão da medicamentação. Que diabos…

  • Breve comentário sobre nossos corpos

    Breve comentário sobre nossos corpos

    Por Inaê Diana Ashokasundari Shravya. A sexualidade é uma ficção. A sexualidade não é algo com o qual nascemos,  nossa propriedade privada assegurada por jusnaturalismo, mas algo que acoplamos ao corpo, esse corpo-projeto de realização infindável. Assim como não nos é algo assegurado por vias deterministas, ela também não compreende unicamente uma faixa etária que…

  • “Erro sobre a pessoa”: criminologia e transfobia

    “Erro sobre a pessoa”: criminologia e transfobia

    Texto de Aline Passos. Há alguns anos, em uma aula de pós-graduação, um estudante me disse que não gostava de criminologia. Não lembro as exatas palavras, mas o desgosto estava relacionado a uma suposta inutilidade ou ausência de praticidade das teorias criminológicas. À época, o estudante já ingressara na docência e ministrava aulas de direito…